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MPT incentiva a inserção do autista no mercado de trabalho

Evelyne de Sousa é mãe de Victor, de 29 anos. O jovem tem Síndrome de Asperger, um transtorno do espectro autista, e conquistou seu primeiro emprego em fevereiro de 2018. Formado em Direito, o empenhado estudante sempre apresentou boas notas, segundo sua mãe. Entre os desafios enfrentados, Evelyne conta que a desinformação sobre o transtorno criou dificuldades ao longo da vida de Victor. “Quando ele era mais novo, ainda não tinha a divulgação atual sobre o autismo em Teresina, nem mesmo os psicólogos chegavam a um consenso sobre o diagnóstico dele. Tivemos dificuldade com as escolas, até que encontramos uma preparada para lidar com a realidade dele”, ela narra.

 

Mas os obstáculos não se restringem à idade escolar. A mãe de Victor também conta que, após a formatura, ela imaginava que os concursos públicos seriam a única chance de inserção do jovem no mercado de trabalho. “Nunca pensei que empresas particulares o acolheriam, porque também nunca tentamos vagas como PCD [Pessoa com Deficiência]. Eu não sabia que existia cota para autismo também. Mas hoje ele trabalha em um grupo privado dentro da formação dele, como assistente jurídico, e está adorando”, explica animada.

Assim como Victor, outras pessoas com os mais diversos graus de autismo têm dificuldade de inserção no mercado de trabalho. Eles estão entre os PCDs mais discriminados e sua presença nas empresas é rara. Diante da discriminação exponencial, o Ministério Público do Trabalho no Piauí instaurou o Procedimento Promocional 262.2017.22.000/2-09, destinado a discutir e garantir a inclusão de autistas no mercado de trabalho no Estado. Em função dele, empresas têm incluído autistas dentro do seu quadro de funcionários.

“A inclusão de autistas no mercado de trabalho só tem a acrescentar aos autistas, às empresas e à sociedade. Os autistas terão assegurado o direito ao trabalho. As empresas e a sociedade terão a oportunidade de conhecer pessoas com essa deficiência, conviver e reduzir barreiras que ainda existem para a inclusão efetiva de PCDs”, declara a procuradora do Trabalho, Jeane Carvalho.

Evento conscientiza sobre a importância da inclusão

No dia 23 de março, o evento “Autismo e Mercado de Trabalho” abre espaço para a conscientização sobre a importância da inserção dos autistas no mercado de trabalho. “É direito da pessoa com transtorno de espectro autista o acesso ao mercado de trabalho, incluídos como PCDs. É responsabilidade de toda a sociedade o estímulo à inserção dos autistas no mercado de trabalho e as empresas precisam se adaptar”, enfatiza a procuradora do Trabalho. A participação no evento é gratuita e as inscrições serão realizadas na hora, no auditório da Associação Reabilitar - CEIR.

Um dos parceiros é o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, que oferta pela primeira vez turmas mistas com inclusão de autistas. Iracelma Rocha, assessora pedagógica do Senai, explica como funcionarão os cursos, com duração de 200 horas: “A turma mista proporcionará a inclusão, com seleção diferenciada de acordo com o grau do espectro apresentado pelo candidato. Os cursos serão de confeiteiro e padeiro, ofertados gratuitamente. É uma maneira de certifica-los em uma ocupação”, esclarece.

A oferta aconteceu por sugestão do Ministério Público do Trabalho no Piauí, embora do Senai já desenvolva a inclusão com outros tipos de PCDs, visando à adequação para acessibilidade. “A procura dos cursos por autistas é mínima, nosso atendimento maior é de PCDs com deficiências físicas, visuais, auditivas e mentais. São atividades essencialmente práticas”, explica Iracelma Rocha. Ao término dos cursos, o Senai disponibiliza a lista de alunos certificados voltada à demanda das empresas que procuram por bancos de candidatos a vagas de emprego.

 

Programação

 

8h30 h – Credenciamento

9h – Abertura

9h20 – “Autismo e a lei brasileira” – Jeane Carvalho

9h30 – “Importância do trabalho para o autista” – Sheila Oliveira

9h45 – “Vivência do autista no trabalho” – Ana Cândida Carvalho

10h – “Cursos de profissionalização do SENAI” – Iracelma Rocha

10h20 – “Cursos de profissionalização do SENAC” – Regina Paulino

 

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